sábado, 26 de abril de 2014

Formas Criativas Para Estimular a Mente de Alunos Com Deficiência


Fabiane Schwade Januario
De todas as experiências que surgem no caminho de quem trabalha com a inclusão, receber um aluno com deficiência intelectual parece a mais complexa. Para o surdo, os primeiros passos são dados com a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Os cegos têm o braile como ferramenta básica e, para os estudantes com limitações físicas, adaptações no ambiente e nos materiais costumam resolver os entraves do dia-a-dia.
Mas por onde começar quando a deficiência é intelectual? Melhor do que se prender a relatórios médicos, os educadores das salas de recurso e das regulares precisam entender que tais diagnósticos são uma pista para descobrir o que interessa: quais obstáculos o aluno enfrentará para aprender - e eles, para ensinar.


Alunos com dificuldade de concentração precisam de espaço organizado, rotina, atividades lógicas e regras. Como a sala de aula tem muitos elementos - colegas, professor, quadro-negro, livros e materiais -, focar o raciocínio fica ainda mais difícil. Por isso, é ideal que as aulas tenham um início prático e instrumentalizado. "Não adianta insistir em falar a mesma coisa várias vezes. Não se trata de reforço. Ele precisa desenvolver a habilidade de prestar atenção com estratégias diferenciadas para, depois, entender o conteúdo", diz Maria Tereza Eglér Mantoan, doutora e docente em Psicologia Educacional da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
 O ponto de partida deve ser algo que mantenha o aluno atento, como jogos de tabuleiro, quebra-cabeça, jogo da memória e imitações de sons ou movimentos do professor ou dos colegas - em Geografia, por exemplo, ele pode exercitar a mente traçando no ar com o dedo o contorno de uma planície, planalto, morro e montanha. Também é importante adequar a proposta à idade e, principalmente, aos assuntos trabalhados em classe. Nesse caso, o estudo das formas geométricas poderia vir acompanhado de uma atividade para encontrar figuras semelhantes que representem o quadrado, o retângulo e o círculo.
A meta é que, sempre que possível e mesmo com um trabalho diferente, o aluno esteja participando do grupo. A tarefa deve começar tão fácil quanto seja necessário para que ele perceba que consegue executá-la, mas sempre com algum desafio. Depois, pode-se aumentar as regras, o número de participantes e a complexidade. "A própria sequência de exercícios parecidos e agradáveis já vai ajudá-lo a aumentar de forma considerável a capacidade de se concentrar", comenta Maria Tereza, da Unicamp.
FONTE: Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/inclusao/educacao-especial/formas-criativas-estimular-mente-deficientes-intelectuais-476406.shtml. Acesso em 24/04/2014.

terça-feira, 16 de abril de 2013

    A EDUCAÇÃO É ESPECIAL

Sou professora de Educação Especial, trabalho em duas escolas com Apoio Permanente e de Sala de Recursos. Apesar de atuar na área da Educação Especial nas duas escolas, em cada uma realizo trabalhos diferentes.

Em uma escola permaneço dentro da sala de aula, sentada ao lado de uma aluna de 8º ano. Esta aluna possui um laudo de Transtorno Global de Desenvolvimento. A auxilio em todas as tarefas sugeridas pelos professores das disciplinas e muitas vezes adapto as atividades no momento da aula de acordo com seu nível acadêmico. A aluna ainda está em processo de alfabetização, porém seu convívio social é muito bom. Possui ótima verbalização e sabe ser "espoleta" como todos os demais alunos.
                                                               

Na outra escola tenho 15 alunos, mas atendo no máximo 4 cada vez. É um grupo bastante heterogêneo. Dentro dos diagnósticos dos alunos há Transtorno Global de Desenvolvimento, Deficiência Intelectual, Desvio de Conduta, Esquizofrenia e a maioria com Transtornos Funcionais Específicos.


                                                                            
A pós graduação na área da Educação Especial garantiu minha titulação porém, aprendo como trabalhar no dia a dia. Cada vez que recebo um novo aluno tento compreender sua individualidade. Mesmo com laudos idênticos a forma de trabalhar as vezes é diferente pois todos tem dificuldades e potenciais específicos. Procuro estar sempre em contato com os professores do ensino comum pois somente juntos iremos conseguir que nosso aluno consiga atingir os objetivos acadêmicos que propomos.